http://www.pnud.org.br/educacao/reportagens/index.php?id01=3536&lay=ecu
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A proporção de pessoas que participam em serviços religiosos tem vindo a diminuir na Europa nos últimos anos e de uma forma acentuada. Mas os hábitos, naturalmente, variam entre países. De acordo com um estudo do European Social Survey realizado em 2008 e 2009, cerca de 60 por cento dos checos afirma nunca participar em serviços religiosos, com a habitual excepção dos “casos especiais”, como casamentos e baptizados. França, Reino Unido e Bélgica são também países com fortes tradições seculares, com metade da população a nuca ir a um serviço religioso. Os mais religiosos, dos 28 países sujeitos a este estudo, são os gregos e os cipriotas, onde apenas 4,9 por cento e 2,4 por cento, respectivamente, da população nunca vão a qualquer tipo de serviço religioso.

[Fonte: The Economist]
http://www.educacaopublica.rj.gov.br/discutindo/discutindo.php?cod_per=110
Colocar na mesma turma os melhores alunos da série anterior traz
melhores resultados?
Sugestão de Fátima Caetano
Creio que sim. Facilita o professor, facilita a quem quer realmente
aprender, quem não quer, não adianta muito, pois o professor não faz
milagres com uma turma problemática, e acaba também sendo prejudicado.
Selecionar não significa discriminar o aluno; mas alertá-lo pelos seus
atos, comportamento, interesse em sala de aula.
Uma turma com problema, por mais que o professor tente, tenha uma
tamanha paciência, as vezes não se salva. E no final do ano, ficam os
pais correndo atrás da escola, do professor, pedindo notas, querendo
conversar, ao passo que os pais também são responsáveis pela atitude
da escola.
Enfim, fica muito fácil para os pais culpar o professor e a escola,
mas eles também deveriam acompanhar seus filhos.
Sou a favor.
Carmen Manangão, 02/11/2008
Sim, pois o professor terá mais facilidade para desenvolver as
atividades e as matérias. Uma sala heterogênea acaba criando uma certa
desigualdade de tratamento e, ao invés de incluir, acaba excluindo.
CARLA RENATA BBORGES HIRLE, 27/10/2008
Acredito que sim, se o professor souber articular suas práticas e
teorias pedagógicas. Diversos experiências já vem ocorrendo nesse
sentido e têm dado resultados positivos pois os melhores alunos podem
e gostam, em sua maioria, de contribuir agindo como monitor de
pequenos grupos dentro da própria sala de aula e os alunos por falarem
e possuirem um vocabulário próprio conseguem muitas vezes elucidar
dúvidas dos colegas com mais dificuldades e, além disso, os laços de
amizade podem ser estreitados. Isso, é claro, com total acompanhamento
do professor da turma, oferecendo suporte para ambos os grupos e
incentivando-os a estudar e pesquisar juntos.
Rosangela Rodrigues Dutra Dias, 27/10/2008
Para essa reflexão deve-se fazer algumas ponderações como, por
exemplo: os melhores alunos da série anterior, geralmente, são alunos
disciplinados no tocante o ato de estudar, isso é ponto a favor, porém
por mais que se tente homogeinizar uma sala de aula, ela sempre trará
a heterogeneidade que cada individuo, na sua particularidade, carrega.
ROSANGELA BRUNO FERNANDES, 25/10/2008
Sim. Pois se os alunos forem divididos de acordo com o desenvolvimento
do ano anterior, poderá ser feito um melhor trabalho voltado para cada
turma. Os alunos com um potencial de aproveitamento maior, poderão
receber um ensino mais acelerado do que aqueles que tem mais
dificuldade de apendizagem. Quando a turma está diversificada o aluno
que aprende com mais facilidade que os demais acaba ficando disperso,
quando recebe a informação num processo mais lento. O ideal é sabermos
trabalhar dando a este aluno a informação mais rápida. Não estamos
discriminando o aluno que tem maior dificuldade de aprendizagem. Para
este aluno será dada a oportunidade de aprender de uma forma mais
voltada para atender suas dificuldades. Com isso estaremos
trabalhando, atendendo de forma individualizada os problemas de cada
turma.
solange iara, 22/10/2008
Fala-se muito em discriminação do pobrezinho, mas o que vemos na
realidade é a apologia da mediocridade, o nivelamento dos alunos pelos
padrões mais baixos. A classificação é uma necessidade, não somos
iguais em nossas competências e nem em nossas potencialidades. Não
podemos confinar bons alunos, futuros líderes e possivelmente melhores
políticos e legisladores, ao oceano medíocre “formado” todos os anos.
Obviamente, a classificação exige ponderação e clareza, pois o
objetivo é trazer os alunos menos desenvoltos à qualidade esperada dos
outros, mais produtivos. A riqueza e o desenvolvimento do país (e da
nação…) dependem disso.
Mauro Henrique Souza da Silva, 22/10/2008
Não é a forma correta de se formar uma turma, porém não é justo
mantermos parados alunos que podem ir além de seu desempenho, devido a
boa parte da turma que não que se desenvolve intelectualmente. A
solução é ensinarmos a estes alunos, que educação é sinônimo de
desenvolvimento pessoal e, conseqüentemente, desenvolvimento nacional.
Não se trata de rotular os mais espertos x menos espertos, mas a
oportunidade de se prestar mais atenção àqueles que sofrem com a
dificuldade de aprender e assim poder elaborar um trabalho mais
voltado a necessidade do aprendente e criar um plano que eleve a
possibilidade daqueles que conseguem desenvolver com mais facilidade a
capacidade de aprender.
PATRÍCIA DA SILVA SANTOS DA COSTA, 21/10/2008
Apesar de não concordar com essa atitude e entendê-la como uma ação
excludente, pode ser que se obtenha algum resultado, já que os pares
interagem em prol do crescimento do grupo.
Isabela Calheiros Lopes de Mendonça, 21/10/2008
http://www.sempretops.com/filmes/saiba-tudo-sobre-o-batalhao-de-operacoes-especiais-bope/
O Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) é uma tropa de elite da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, Brasil.A tropa é adotada em operações de alto risco, em especial incursões em favelas e confrontação com narco-traficantes. Faz uso constante de armamentos muitas vezes restritos às Forças Armadas Brasileiras, como por exemplo a metralhadora antipessoal Heckler & Koch HK21 A1 calibre 7.62×52mm OTAN, uma arma de fogo que já foi utilizada pelas tropas de elite GSG-9 alemãs e ainda se encontra em uso por tropas de países como Portugal e Paraguai. A fabricação desse armamento foi descontinuada na Alemanha, seu país de origem, após as forças policiais alemãs adotarem a versão mais moderna HK21E. Hoje em dia é produzida, sob licença, no Mexico, Portugal e Grécia.
Histórico
O BOPE foi criado em 19 de janeiro de 1978 como Núcleo da Companhia de Operações Especiais (NuCOE), através de um projeto elaborado e apresentado pelo então Capitão PM Paulo Cesar Amendola de Souza ao Comandante-Geral da PMERJ, à época, Coronel EB Mário José Sotero de Menezes.
Na década de 1980 foi elevado a categoria de Companhia de Operações Especiais (COE), mudando pouco depois de denominação, após ganhar autonomia administrativa, para Companhia Independente de Operações Especiais (CIOE). Em 1991 é finalmente transformado em Batalhão, mantendo-se ainda aquartelado no Regimento Marechal Caetano de Farias, sede do Batalhão de Polícia de Choque entre outras unidades policiais.
No ano de 2000 ganha instalações próprias, localizadas na comunidade Tavares Bastos, no bairro de Laranjeiras, na Zona Sul da capital fluminense.
Veículos blindados – “Caveirões”
O BOPE possui veículos blindados mais conhecidos como Caveirão[1] veículo este que é utilizado, principalmente, em operações em favelas onde há conflito com traficantes. Não há armas de fogo diretamente acopladas ao Caveirão: as armas utilizadas são levadas pela equipe de policiais embarcados. Um de seus principais usos é romper barreiras físicas, sendo ainda adotado no resgate de feridos em confrontos.
O Caveirão tem-se tornado um instrumento “popular” ao prestar auxílio às forças policiais. Hoje as Polícias Civil e Militar já contam com oito viaturas desse tipo, sendo uma delas pertencente a Polícia Civil e as demais da Polícia Militar. Foram batizados de “Pacificadores”, apesar de todos eles possuírem a alcunha de “Caveirões”, o nome do primeiro blindado adquirido pela PMERJ.
Armamentos disponíveis para a os policiais do BOPE
Devido suas atuações em situações especiais, é disponibilizado armamento diferenciado aos policiais que servem no BOPE. Alguns deles:
* Fuzil M16 calibre 5.56×45 (Submetralhadora)
* Fuzil FAL calibre 7.62×51 fabricado pela IMBEL
* Fuzil Pára-FAL calibre 7,62×51 fabricado pela IMBEL
* Fuzil Colt M4A1 calibre 5.56×45
* Fuzil AK 47 calibre 7.62×39
* Fuzil HK G3 calibre 7.62×51
* Fuzil-metralhadora MADSEN calibre 7.62×51 com bipé (arma antiga, com carregador curvo montado sobre a caixa)
* Carabina M-1 calibre .30
* Espingarda Benelli M3 (modelo Pump-action)
* Pistola Taurus PT 92 calibre 9mm
* Pistola Taurus PT 100 calibre .40
* Submetralhadoras HK MP5 e MP5K calibre 9mm
* Submetralhadora FN P90 calibre 5.7×28
* Metralhadora leve HK21 A1 calibre 7.62×51
Treinamento de Artes Marciais para os policiais do BOPE
Devido as missões de alto risco em que o BOPE enfrenta, seus integrantes devem estar preparados para o máximo de desdobramentos possíveis, incluindo o combate corpo-a-corpo. Sendo assim, procuram estar informados e treinados em diversos tipos de Artes Marciais, tais como:
* Ving Tsun – Arte Marcial de origem Chinesa
* Jiu-Jitsu – Arte Marcial de origem Indiana e aprimorada no Brasil apartir das técnicas de Ne Waza do Judô “Brazilian Jiu Jitsu”
* Muay Thai – Arte Marcial de origem Tailandesa
* Kombato – Sistema de defesa pessoal de origem brasileira
* Krav Magá – Sistema de defesa pessoal de origem israelense
* entre outras.
Ingresso
Há a necessidade de o candidato ser policial militar há pelo menos dois anos, possuir condicionamento físico excelente, assim como ser aprovado nas avaliações médica e psicológica. São duas as modalidades de curso, uma para cada uma das divisões do batalhão.
* Curso de Ações Táticas (CAT): Tempo de duração de dois meses, direcionado ao resgate de reféns.
* Curso de Operações Especiais (COEsp): de três a cinco meses, prepara o policial para intervenções em áreas de conflito.
Existe ainda o Curso de Patrulhamento em Áreas de Alto Risco – CPAAR, que é aplicado à cadetes do 2º ano da Academia de Polícia Militar Dom João VI, voluntariamente, bem como o Estágio de Aplicações Táticas, realizado também para os cadetes do 3º ano da APM Dom João VI, obrigatoriamente, e às praças de outras unidades da PMERJ, de acordo com calendário fixado pela Corporação.
O filme
Tropa de Elite (filme)
Estreou nos cinemas brasileiros em 12 de outubro de 2007 o filme Tropa de Elite, que é inspirado nas ações do BOPE em suas incursões nas favelas da cidade do Rio de Janeiro.
O filme é do cineasta José Padilha, e foi baseado no livro Elite da Tropa, escrito pelos integrantes do BOPE André Batista e Rodrigo Pimentel, em parceria com o antropólogo Luiz Eduardo Soares. O enredo do livro baseia-se em relatos históricos vividos pelos policiais e em relatos semifictícios da rotina do batalhão.
Tropa de Elite tem como protagonista o ator Wagner Moura, no papel de um oficial do BOPE. Para cuidar dos efeitos especiais, como tiros e explosões, Padilha chamou o especialista Phil Nelson, coordenador de dublês do filme Falcão Negro em Perigo, de Ridley Scott. “O filme aborda o problema da violência urbana do ponto de vista dos policiais”, explica o diretor.
Padilha confessou ter se impressionado com a reação popular ao filme. Segundo o diretor, o filme é uma crítica clara contra a violência e a tortura e não um suporte à violência policial. Wagner Moura disse duvidar que moradores de países como Finlândia ou Suíça veriam tais policiais como heróis, ao passo que muitos brasileiros claramente nutrem um certo respeito pelo Cap. Nascimento.[1]
O Cap. Pimentel, ex-membro do BOPE, co-autor do livro que deu origem ao filme e que serviu de inspiração para o personagem interpretado por Wagner Moura, disse que o filme surgiu em um momento delicado pelo qual passa a cidade do Rio de Janeiro, envolta pelo caos e violência. O capitão, que possui uma surpreendente semelhança física com o ator, em uma entrevista fornecida pouco após o término da operação policial que antecedeu a chegada do Papa à cidade e a qual liderou, afirmou: “a policia esqueceu a sua missão principal. Não estamos mais aqui para servir e proteger, mas apenas lutando nossa pequena guerra particular contra os traficantes”. A desilusão que se seguiu fez com que o capitão deixasse o BOPE em 1998. A frase “Guerra Particular” foi adotada pelo cineasta João Moreira Salles para entitular o documentário “Notícias de uma guerra particular”, do qual a entrevista citada faz parte.
Reação Internacional
Segundo o documentário “Wardogs” produzido em 2005, o BOPE foi considerado (por seus idealizadores) a melhor polícia de operações especiais do mundo, onde um membro da Guarda Nacional dos Estados Unidos supostamente chamado Bain Serna passa cinco semanas com o batalhão [2]. Após o documentário, Serna declarou a um jornal do Texas: “É a melhor equipe de combate urbano do mundo. Nossas tropas no Iraque deveriam aprender com o BOPE”.
Um projeto americano sobre Execuções Extrajudiciais da Universidade de Direito de Nova York, por outro lado, acusou o BOPE de matar quatro adolescentes sob a falsa alegação de serem traficantes que resistiram prisão. Tal projeto acusou o BOPE de plantar evidências de crimes que não ocorreram.[2] A Anistia Internacional também condenou os métodos usados pelo BOPE, especificamente o uso do “Caveirão”, e atribuiu um grande número de mortes de civis inocentes ao batalhão. [3]
Segundo o jornal New York Times [4], no tempo em que a história se passa no filme “Tropa de Elite”, o BOPE possuía 120 membros e era considerado “O céu para os policiais honestos do Rio de Janeiro”. Hoje em dia, a força cresceu, incorporando mais de 400 homens, e sua fama de incorruptível em parte se desfez, apesar de sua reputação de brutal e violenta ter permanecido inquestionável.
Há que se lembrar também de sua desastrosa atuação durante o seqüestro do ônibus 174 no Rio de Janeiro onde, devido a imperícia de seus membros, a professora Geisa Gonçalves acabou sendo morta. O sequestrador, Sandro do Nascimento, foi assassinado por asfixia pela polícia, minutos mais tarde.
Outras unidades de elite
* ROTA (São Paulo)
* SWAT (Los Angeles)
* GSG 9 (Alemanha)
* Sayeret Matkal (Israel)
* Special Air Service – SAS (Reino Unido)
* Delta Force (EUA)
* Special Air Service Regiment – SASR (Austrália)
* Kommando SpezialKraefte – KSK (Alemanha)
* Groupe d’Intervention de la Gendarmerie Nationale – GIGN (França)
* Karhuryhmä (Finlândia)
http://extra.globo.com/geral/casodepolicia/posts/2010/07/23/para-comandante-do-bope-declaracao-de-stallone-demonstra-ignorancia-310529.asp
O comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), tenente-coronel Paulo Henrique Azevedo Moraes, comentou, na tarde desta sexta-feira, a declaração do ator Sylvester Stallone, sobre o símbolo da unidade: ”Os policiais de lá usam camisetas com uma caveira, duas armas e uma adaga cravada no centro; já imaginou se os policiais de Los Angeles usassem isso? Já mostra o quão problemático é aquele lugar”.Para Paulo Henrique, a declaração demonstra ignorância:
- Ele ignora o que o símbolo significa. Pode entender muito de cinema, mas de simbologia, não.
O oficial explicou que a caveira, obviamente, representa a morte, mas o punhal fincado nela muda esse significado. Segundo o tenente-coronel, o símbolo traduz a superação da morte.
- Para enfrentar situações difíceis e perigosas, precisamos desenvolver em nossos homens a superação sobre o medo da morte – disse.
Paulo Henrique terminou dizendo que “para falar sobre um assunto, a pessoa tem que entender sobre ele”:
- Se eu começar a falar de cinema, com certeza vou falar besteiras. Então, prefiro ficar quieto.
http://escolaemrede.blogspot.com/2010/02/o-polemico-debate-da-divisao-de-turmas.html
Postado por Escola em Rede às 18:25 . terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Existe, principalmente no meio acadêmico, o medo de colocar em discussão a divisão de turmas de alunos por desempenho. Recentemente participei de um debate com professores do município de Baraúna-RN e junto com outros colegas defendemos a ideia. O grupo defensor desta ideia apresentou argumentos e exemplos práticos muito mais convincentes. Já o grupo que não defende a ideia apresentou a esclusão como única justificativa para não executá-la.
Pensando em colaborar com a continuidade do debate, resolvi publicar na íntegra o texto de Maurício Fernando Bozatski, que defende a ideia. Leia, reflita e faça seu julgamento.
Penso que seja correto separar as turmas com base no desempenho. Vou apresentar minhas razões:
Enquanto professor da rede pública de ensino sei que o meu papel é oferecer educação de qualidade a todos, não obstante, há aqueles que não desejam ser instruídos, não entendem porque estudam, e, numa turma com 40 alunos podem atrapalhar o desempenho daqueles que eventualmente estão interessados, ou seja, não enxergam um propósito na educação, e se o professor insiste em mostrar isso, torna-se um vilão para tais alunos. Assim, entramos numa questão que remete ao conceito de “Justiça”, direitos e deveres. Não é justo que aquele estudante que possa ser potencializado deva esperar pelos demais porque estes possuem o direito de aprender e serem iguais. Onde fica o direito do estudioso?
Esta divisão não pode ser uma segregação, mas apenas uma espécie de nivelamento, assim, os alunos sabem que se melhorarem seu desempenho poderão passar de uma a outra turma.
Sei que muitos dirão que isto é desumano, discriminatório, etc., mas não é possível tentar que a escola ensine dissociada do contexto social, oferecer educação como se fazia na Idade Média se na sociedade atual apenas obtêm êxito as pessoas empreendedoras, comprometidas e responsáveis. Penso que é melhor que os estudantes aprendam isto na escola enquanto ainda é possível corrigir seus hábitos. Depois, no mundo do trabalho, aprender tais lições pode ser um processo bem mais doloroso e amargo.
A sociedade é assim, com seus concursos, vestibulares, currículos, etc., a escola não pode preparar indivíduos para atuar num plano diferente. Quando a sociedade mudar, a escola deve acompanhar, mas por enquanto isto é assim. Não adianta culpar a escola. Todo o sistema político e econômico está organizado desta forma. E aqui muitos irão objetar dizendo que é na escola que a transformação social começa, será que isto é verdade? Basta olhar para o passado e ver que grande parte dos paradigmas científicos e tecnológicos foram estabelecidos por um indivíduo ou por um pequeno grupo isolado. Acredito que a escola não tenha poder para mudar a sociedade, mas sim o indivíduo, e este sim por sua vez pode criar inovações que transformem profundamente a sociedade. Basta olhar para o recente advento da Tecnologia da Informação. Temos um Orkut (Sim, Orkut é uma pessoa), um Bill Gates, um Steve Jobs. Criando seus Windows, Ipodes, sites de relacionamento e de busca que re-configuram o modo de organização social.
Escolas da rede privada tendem a nivelar seus estudantes com aulas de reforço, estudos orientados, então a diferença entre os alunos é minimizada, mas o que está em questão aqui é o ensino público. Portanto, é mais mesquinho colocar na mesma turma estudantes comprometidos e com potencial junto a adolescentes tendenciosamente mal-intencionados, que vão canalizar para si e para suas travessuras toda a energia do professor, que irá se desmotivar pouco a pouco até perder o entusiasmo por toda a turma, até o nível do desinteresse total, destruindo o processo educacional através da criação de sistemas de repressão como provas rígidas e outros trabalhos afins, no intuito de tentar fazer com que os maus alunos comecem a estudar mais. Assim, os bons alunos perdem a oportunidade de se desenvolver mais.
Destarte, toda a escola pública acaba por se tornar uma casta em que uma ínfima parcela terá oportunidades na vida.
O objetivo da educação é aperfeiçoar aqueles que desejam, potencializar para o aperfeiçoamento aqueles que são capazes e educar, no sentido de aprimorar a humanidade, aqueles que resistem ao processo educacional.
Aprender com diferenças físicas, culturais e sociais é muito importante, mas fazer com que os bons paguem (desperdicem suas chances) pelos maus, transcende o âmbito da educação, passa a ser uma questão de justiça, ou da falta dela.
Ademais, sou mais radical, deve-se fazer análise de desempenho também dos professores, e direcionar os melhores para os alunos com mais vontade de aprender. Atirar pérolas aos porcos vá lá, mas vê-las rejeitadas por pessoas interessadas apenas em toda sorte de maldade e não no processo educacional, é inadmissível.
Da mesma forma que defendo uma inicial triagem e disposição diferenciada dos alunos em turmas, também sou a favor de análise de desempenho e recompensa para os melhores professores. Só assim a rede pública será valorizada.
Na rede pública de ensino norte-americana existe já na primeira série a distinção entre os “avarege” e os “honour students”, e até o diploma deles é diferente, desta forma não há necessidade de vestibular, este sim que é injusto, pois o trabalho de toda uma vida estudantil se resolve em apenas uma ou duas provas que determinarão o futuro do estudante. E os professores também são nivelados de acordo com a competência e não com o tempo de serviço, como acontece na rede pública do Brasil.
Os melhores professores estarão aprimorando os melhores alunos. Isto não está fechado em castas, basta que o indivíduo se esforce mais e passe para o melhor grupo, isto não é desumano, no futebol há titulares e reservas e ninguém diz que é errado tal divisão. O importante é o bem coletivo, o aprimoramento da sociedade, o desenvolvimento tecnológico e científico do país, e nisto, os Estados Unidos precisam ser respeitados. Podemos sonhar com o mesmo? Ou devemos continuar com esta educação com traços do positivismo e do socialismo utópico, carcaças em decomposição do século XIX?
Podem objetar dizendo que estou tratando de extremos e colocando de um lado os superdotados e de outro os marginais, e que estes não podem ser levados em conta quando se trata de um planejamento educacional. Não estou tratando de extremos. Aliás quando alguém diz que se deve excluir radicalmente os mal intencionados, aí me parece residir o extremo. Eu acredito que a educação deve operar tanto para os bons quanto para os maus, em escalas, direções e objetivos diferentes. É por isso que eu leciono numa penitenciária. Eles, que já foram ou ainda são, em parte, alunos mal intencionados precisam de orientação tanto quanto os bons alunos, mas de uma forma diferente. É preciso criar níveis dentro dos níveis, e assim os próprios estudantes poderão perceber o quanto evoluem ou precisam evoluir.
E uma turma apenas com bons estudantes pode gerar um estado de estagnação, sem desafios ou perspectivas? Penso que não, uma entropia nunca acontecerá no sentido do conhecimento, pois o conhecimento científico e técnico apenas evidencia para aquele que evolui o quanto ele se encontra longe da sabedoria. Se fosse assim, gênios solitários de seus tempos e lugares, como Cervantes, Kant e Shakespeare nunca teriam evoluído, pois se encontravam sozinhos no seu nível de excelência. Pelo contrário, um ambiente intelectual favorável levará ao aprimoramento das mentes dos estudantes. Se não fosse assim, centros de excelência como o Mit, Stanford, Sorbonne, entre outros, já teriam desaparecido.
Podem dizer ainda que os Estados Unidos é um país atrasado no âmbito educacional que perde espaço para os orientais. Admito que isto até pode acontecer na questão quantitativa, mas não na qualitativa. Vou citar a NASA, MIT, Harvard, Iale, Standord, para não falar da informática, da genética, da mecânica, etc. Os países orientais evoluem pelo seu grande número de pessoas e potencial para a instalação de empresas com baixo custo de encargos e salários, olhe a palmilha de seu Nike e verás que é feito na China. Os problemas estruturais destes países são dantescos. Não se engane com as olimpíadas, Moscow também fazia shows “para inglês ver” e escondia problemas estruturais sérios, e a URSS acabou ruindo. E por outro lado, a conjuntura sócio-econômica chinesa, por exemplo, não se aplica ao caso brasileiro, o salário médio na área urbana da China não passa dos U$ 100 por mês, queremos isso para o Brasil?
Países como Brasil, China, Índia e Rússia possuem grande potencial e evoluem, mas é muito mais à custa de exploração de recursos naturais e populacionais, a evolução ainda não atinge todas as classes populacionais, basta olhar para a desigualdade e a disparidade da distribuição de renda no Brasil.
Podemos copiar o sistema educacional de países que têm os melhores indicadores? Acredito que não, pois a realidade é mais complexa. Há muito tempo que a Finlândia e a Suíça têm os melhores indicadores, salários, etc., mas isto não se aplica ao resto do planeta por questões geográficas, ou seja, tamanho do território; número da população; o fato de não sofrerem uma leva de imigrantes desde as últimas invasões bárbaras; neutralidade bancária que favorece investimentos gigantescos e impostos em que a extinta CPMF parece trocado para comprar chicletes; Cidades estruturadas desde o século VIII; administração distrital; leis consolidadas; não é necessário investir em segurança nem em infra-estrutura; a população não cresce, assim, a única preocupação deles é com a saúde e a educação.
Citei os Estados Unidos, porque eles e o Brasil possuem um passado muito parecido, foram colônias, estão no Novo Mundo, possuem muitos dos mesmos problemas sociais, e então seria mais fácil aproveitar o que dá certo lá do que em outro lugar.
Ademais, é preciso pesquisar se nos países orientais que estão apresentando um “boom” tecnológico não há a separação por desempenho. Na Índia, por exemplo, há planos de ensino diferenciados de acordo com o desempenho, em que os alunos mais hábeis são patrocinados por empresas de TI, e no Japão os alunos que não conseguem êxito educacional suicidam-se. Já pensou se isso se aplica ao Brasil? Seria necessário fechar escolas e abrir cemitérios no lugar delas.
Se isto tudo não convence, sobretudo a você estudante ou professor, e você continua acreditando que separar é algo ruim, então, quando algum de vocês abrir uma empresa, contrate qualquer um que aparecer, afinal vai pegar muito mal fazer análise de currículo.
E, também, quando um professor implantar um projeto num Colégio, que ele escolha qualquer aluno para cooperar. É assim que funciona na prática?
Existe um conceito muito valioso chamado “honestidade intelectual”, este conceito implica que é preciso agir de acordo com aquilo que se acredita.
Não há nada que justifique a não separação em níveis, nem mesmo a sabedoria oriental. Lançando mão de uma metáfora com as lutas marciais, vale lembrar que mesmo nestes esportes que prezam o autoconhecimento e o auto-aperfeiçoamento, há hierarquias, divisões por pesos, faixas, ou seja, níveis. Tais níveis não estão fechados, mas um faixa-preta não luta com um ponta vermelha, é preciso evoluir primeiro no âmbito pessoal para de depois ascender a uma hierarquia superior.
Nunca fui contra a evolução dos “faixas amarelas”, luto por isso diariamente, este é o meu ideal de educação. Contudo, me preocupo também com a regressão ou estagnação do avanço dos “faixas-pretas”. Trocando em miúdos, aqueles que precisam evoluir para alcançar um nível mais elevado, devem primeiro travar a batalha mais elementar, aquela que acontece na arena individual e psicológica que é própria e única a cada um. Apenas acredito que não é justo bitolar o desenvolvimento de alguns em prol de um ideal socialista de que todos devem ser iguais. Diferenças existem, e diferenças são importantes, pois é a diversidade que dá identidade a um povo ou a um grupo.
Se a maioria dos estudantes é constituída por pessoas não tão interessadas pelo processo, não podemos com isso sacrificar a minoria. É preciso encontrar um meio-termo, e, repito, a divisão por turmas não é algo fechado, podem acontecer alterações no grupo ao longo de um ano. Será que a sensação de vitória e de realização pessoal daquele que consegue ascender a um grupo mais restrito não compensa qualquer pretenso discurso falacioso de discriminação?
Tal divisão poderia gerar o individualismo, pois os alunos de bom rendimento estariam isolados e assim não aprenderiam nada sobre tolerância? É lógico que é extremamente importante aprender com o outro, ensinar o outro, mas “pagar o pato” pelo outro me parece um ideal muito cristão para ser praticado na sociedade em que vivemos atualmente. É importante se espelhar no outro e sofrer com o outro, mas nunca querer ‘ser o outro’ (isto é o que configura a inveja ou o ressentimento). E numa sala de ensino público, com 40 alunos, em que a maioria é descompromissada, é mais fácil que 35 dobrem 5 e os desvirtuem ou que 5 convençam 35 e os desvencilhem dos vícios?
Ainda há os que podem dizer que a divisão é inconstitucional, pois vai contra o princípio da isonomia. Será mesmo inconstitucional?
Se for esse o caso, vamos recorrer ao princípio da isonomia, referido na Constituição Federal de 1988, em seu art. 5º, caput, que determinou que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.” Então levemos isso ao plano da educação e vamos enumerar o que é inconstitucional:
1) Um professor de educação física selecionar apenas os melhores atletas para representar a escola em jogos estudantis. (discriminação com os que não são bons atletas – a grande maioria)
2) Oferecer recuperação paralela para alunos com notas baixas quando alguns atingiram a média (é agir com distinção e, portanto, discriminação)
3) Fazer vestibular em universidades públicas para selecionar apenas os melhores (darwinismo puro)
4) Oferecer cotas para alunos oriundos de escola pública ou para afro-descendentes (É discriminação contra os alunos das particulares e discriminação contra os não afro-descendentes, como os sul-americanos (Paraguai; Bolívia) que habitam no Brasil. Princípio de isonomia = ninguém escolhe onde nasce, todos são iguais perante a lei, sem distinção.
5) Oferecer bolsa escola apenas para os pobres (Os ricos são iguais perante a lei, deveriam ter o direito de optar por querer ou não o referido auxílio).
Poderia citar outros inúmeros exemplos, que, eu mesmo sei, são temperados com muita hipocrisia, que, não obstante, se baseiam no princípio de isonomia.
Crime é deixar a educação do modo como está. Eu sei que 90% dos problemas educacionais do Brasil existem por culpa de professores mal preparados e/ou mal intencionados, todavia a divisão em escalas de desempenho poderia contribuir e ajudar muito a melhorar esta realidade.
A educação brasileira hoje é um problema muito sério, muito empírico e muito real, portanto, não é cabível citar devaneios metafísicos como o “princípio da igualdade” para tentar resolver o problema. A filosofia contemporânea, pós-kantiana, reconhece a metafísica como inatingível, como um contra-senso por vezes, e se apoiar nela é viver na Idade Média.
“Os fatos conduzem aqueles que concordam e arrastam aqueles que resistem”. A sociedade mudou, a escola não pode oferecer uma educação descontextualizada da realidade social. Para ter êxito social é preciso ter êxito educacional. O professor tem muita coisa para ensinar, pois além de sua ciência, há a interdisciplinaridade, os novos problemas sociais, morais e físicos de nossa realidade complexa, e se preocupar em oferecer educação de conduta simples como boas maneiras a alunos mal intencionados é onde verdadeiramente reside o crime. E o problema de muitos alunos que tem mau rendimento, além da falta de interesse, é a falta de sensibilidade (a pequena ética dos franceses = etiqueta).
Ademais, não se está falando em Apartheid ou segregação, mas apenas em separação por níveis, que, insisto, não estão fechados, mas são orgânicos, como nossa sociedade capitalista bem definida por É. Durkheim.
E se acaso estes argumentos forem considerados insuficientes ou falaciosos, agradeço antecipadamente pelos comentários que assim os qualifiquem.
A Vara da Infância e Juventude de Contagem, em Minas Gerais, aplicou medida socioeducativa ao adolescente J. de 17 anos, primo do goleiro Bruno Fernandes de Souza, por envolvimento no desaparecimento e na suposta morte de Eliza Samudio, ex-amante do atleta. A decisão do juiz Elias Charbil Abdou Obeid ocorreu na sexta-feira, mas foi divulgada apenas hoje.
Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), o menor terá de cumprir medida socioeducativa por tempo indeterminado por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado. Apenas a representação feita pelo Ministério Público sobre ocultação de cadáver não foi julgada procedente, pois o juiz considerou que não havia provas de que o adolescente tenha participado do ato.
Segundo o magistrado, apesar de inexistir nos autos laudo de exame de corpo de delito ou laudo de necropsia da vítima, "a prova da materialidade se deu de maneira indireta, por meio lícito e idôneo, como a confissão do próprio adolescente".
O jovem de 17 anos será reavaliado a cada seis meses. Ele continuará internado no Centro de Internação Provisória do Horto até que a Subsecretaria de Atendimento às Medidas Socioeducativas (Suase) libere uma vaga para sua transferência. J. está no local desde o dia 13 de julho. Eliza desapareceu no início de junho, quando tentava provar na Justiça que Bruno é pai de seu filho. O primo de Bruno afirmou à polícia que a jovem foi assassinada.