domingo, 8 de agosto de 2010

O recesso escolar agora é prêmio para o professor?!?

http://diariodoprofessor.com/2010/07/14/o-recesso-escolar-agora-e-premio-para-o-professor/

por Declev Dib-Ferreira

Essa é boa.

O recesso escolar agora é prêmio para o professor!

Antigamente o professorado tinha uns três meses ou mais de merecidas férias. Um mês em julho mais dois a três no final e início de anos.

Depois, com a lei que passou de 180 pra 200 dias letivos obrigatórios, passamos a ter um “recesso” (não mais férias) de 15 dias no meio do ano, férias de um mês em janeiro, mais uns 10 a 15 dias em dezembro, por conta do “recesso” de natal e fim de ano.

Pode-se argumentar que todo trabalhador “normal” tem apenas um mês de férias por ano (com exceção dos deuses do poder judiciário, que não são “normais”…) e, contando tudo acima, são quase dois meses.

Mas, convenhamos, quem está em sala de aula diariamente cuidando de 30 a 60 crianças ou adolescentes tentando fazê-las estudar e aprender e não se materem uns aos outros, não tem um trabalho normal.

Corroborem comigo os pais e mães que não aguentam com umzinho ou dois adolecentes brigando dentro de !

Não é à toa que tem tantos professores em licença médica, seja por problemas na voz, por problemas psiquiátricos ou outros. Trabalhar com alunos não é fácil, é extremamente desgastante.

Considere os dias pingados que não se tem aula por conta de um monte de coisas, tais quais chuvas, feriados, tiroteios ou falta de água, e os 200 dias letivos tornam-se absolutamente apertados num ano de 365 dias. Mesmo em ano bissexto…rs!

Por conta disso, a secretaria de educação do município do Rio nos dá – só ela e há muito , desde que eu entrei aqui – apenas 5 dias de “recesso” no mês de julho. Juntando com o final de semana temos uma semana de descanso no meio do ano, após mais de 5 meses de trabalho e com mais quase cinco meses pela frente.

As outras secretarias de educação – por experiência própria, a de Niterói; por amigos, a Estadual do – nos dão 15 dias de descanso merecido, ou seja, duas semanas.

Aí eu leio a pérola abaixo, recebida por email, fidedigna:

ATO DA SECRETÁRIA

RESOLUÇÃO SME Nº 1083 , DE 12 DE JULHO DE 2010.

Dispõe sobre o expediente nas escolas da Rede Pública do Sistema Municipal de Ensino no período de 26 a 31 de julho de 2010.

A SECRETÁRIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela legislação em vigor e CONSIDERANDO os bons resultados do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) alcançados pelas escolas públicas da Rede Municipal de Ensino do Rio de Janeiro, do que resulta a oportunidade reconhecer os Profissionais de Educação,

RESOLVE:

Art. 1.º As escolas da Rede Pública do Sistema Municipal de Ensino do Rio de Janeiro não terão expediente, permanecendo fechadas, no período de 26 a 31 de julho de 2010.

Parágrafo Único – Para os Profissionais de Educação, lotados nas unidades a que se refere o art. 1º que não estiverem em gozo de férias, este período será considerado recesso escolar.

Art. 2º. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Rio de Janeiro, 12 de julho de 2010.

Claudia Costin

Perceberam a falta de ética, o oportunismo, o descaramento, a sacanagem, a cara de pau, a brincadeira com coisa séria?

Eu não editei em nada o texto, ele veio exatamente assim.

Vou repetir a parte do óleo de peroba oportunista:

CONSIDERANDO os bons resultados do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) alcançados pelas escolas públicas da Rede Municipal de Ensino do Rio de Janeiro, do que resulta a oportunidade reconhecer os Profissionais de Educação,

Ou seja, para a secretária de educação do município do Rio de Janeiro, esses minguados 5 dias de “recesso” é um “prêmio” em “reconhecimento” aos profissionais de educação que fizeram um bom trabalho aumentando o ideb!

Somente “considerando” os “bons” resultados no ideb, ela “resolve” suspender o expediente das escolas durante uns 5 dias!!

Aquilo que já ocorre há dezenas e dezenas de anos agora é nos “dado” em reconhecimento pelo bom trabalho!!!

E sabe o pior de tudo? É ler no twitter um “agradecimento” à secretária pelo recesso…

Me desculpem os bons (e boas!) colegas, mas ô categoria de merda!

Declev Reynier Dib-Ferreira
Indignado

Homem morre após apanhar do filho em Piracicaba

http://cosmo.bol.uol.com.br/noticia/59745/2010-08-07/homem-morre-apos-apanhar-do-filho-em-piracicaba.html

O fato chocou a vizinhança que, com um celular, gravou os sons da pancadaria e os gritos da vítima

07/08/2010 - 17h04 . Atualizada em 07/08/2010 - 17h21

Ana Cristina Andrade/Gazeta de Piracicaba

Uma linguiça que passou do tempo de consumo teria sido o motivo da discórdia entre pai e filho, terça-feira (3), no bairro Alto, e que resultou em agressão seguida de óbito do pai - Antonio Carlos Mazieiro, 59, que morreu na quinta-feira (5), na Santa Casa. O fato chocou a vizinhança que, com um celular, gravou os sons da pancadaria e os gritos de Mazieiro pedindo para o filho parar.

A Gazeta teve acesso ao áudio, que durou cinco minutos, e que será passado às mãos da Polícia Civil. O filho, segundo a delegada Eliana Rodrigues Carmona, titular do 2° DP, se apresentou ontem na delegacia e disse estar muito arrependido, pois não sabia que a confusão poderia resultar na morte de seu pai.

Eliana disse que esteve no local, conversou com vizinhos e ontem mesmo ouviu todas as testemunhas. Agora, vai aguardar o resultado do exame necroscópico, no corpo da vítima, para encaminhar o inquérito ao Fórum.
Ela registrou ocorrência de lesão corporal seguida de morte. “O rapaz disse que o pai era muito agressivo e foi para cima dele (filho) com um pedaço de pau. Os dois se atracaram e ele (filho) disse não lembrar-se de mais nada”. A pena para este tipo de crime é de 4 a 12 anos, com aumento de dois terços por conta de o suspeito de agredir ser ascendente (filho da vítima).

OCORRÊNCIA

O vizinho que gravou a confusão disse que chamou a Polícia Militar e esta não compareceu. Disse ainda que a Guarda Civil esteve no local, ligou para o Samu, mas não encaminhou a ocorrência ao plantão. O responsável pelo 190, capitão Adail Fernandes, disse que foram seis ligações para o local, a viatura foi, mas chegando na residência a Guarda já estava e informou que ia assumir a ocorrência. O comandante da GC, Silas Romualdo disse que “alguém ligou para a Guarda Civil comunicando a agressão, informando que o filho agredia o pai. Uma viatura foi ao local, constatou que o homem estava machucado e acionou a Samu. a vítima não quis ir ao plantão”.

sábado, 7 de agosto de 2010

Pesquisa revela quatro tipos de pais no Brasil

http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2010/08/07/pesquisa-revela-quatro-tipos-de-pais-no-brasil.jhtm

07/08/2010 - 07h00 | do UOL Estilo

RENATA RODE
Colaboração para o UOL

Quem diria que eles seriam divididos em categorias de acordo com seu comportamento. Sim, estamos falando dos pais - alvo de uma pesquisa que já dura anos, já contou com mais de 10 mil entrevistados e ainda continua sob coordenação de Lidia Weber, psicóloga e pós-doutora em Desenvolvimento Familiar pela UnB e Universidade Federal do Paraná.

Que tipo de pai você é?

“Percebemos, hoje, uma falta de limites em crianças e em jovens. Muitas vezes, os pais, por medo de não serem amados, atendem a todas as vontades de consumo dos filhos - celulares, iPods, tênis e roupas de marca etc. - e acabam se tornando mais amigos do que pais e mães de fato. Assim, cria-se uma confusão de papéis. Por determinados conjuntos de atitudes, conseguimos detectar o perfil desses pais, localizar, analisar e ajudar a resolver problemas”, explica Lidia.

Segundo a pesquisa, existem quatro tipos de pais distintos no país: presentes, omissos, permissivos e comandantes. Acompanhe agora as características e peculiaridades de cada um:

PRESENTES - 35% da população
São pais absolutamente participativos e consistentes. Além de atuantes, estão por dentro de modernidades, como jogos de videogame e shows. Levam e buscam os filhos nas baladas, conversam e se interessam verdadeiramente pela vida e rotina deles.
Pontos fortes: são bastante carinhosos e negociam como verdadeiros diplomatas o que pode ou não pode.
Pontos fracos: a presença forte e constante (demais) deles na vida dos filhos pode tornar esses jovens muito dependentes desse apoio.
Conclusão: no geral, essa mescla de características faz com que os filhos sejam pessoas de autoestima elevada, sociáveis e otimistas.

PERMISSIVOS – 15% da população
Geralmente esses pais não sabem bem o que é melhor para os filhos, então cedem à pressão do momento. Carregam a ideia errada de que o filho não pode ter uma educação rígida para não “traumatizar” os jovens e deixam tudo muito solto. “Eles simplesmente satisfazem as vontades dos filhos, comprando tudo o que desejam e deixando de lado os deveres deles ou fazendo por eles.
Por exemplo, levam a refeição ao quarto sempre com as comidinhas favoritas dos jovens. Enfim, cercam a prole de mimos e não colocam limites”, explica a pesquisadora.

Pontos fortes: estão presentes na rotina dos filhos, mesmo que de maneira neutra.
Pontos fracos: não colocam limites às crianças com medo de que não haverá amor por parte delas e criam os filhos sem o entendimento de hierarquia ou respeito.
Conclusão: os filhos em geral autoestima elevada, baixa tolerância à frustração, péssimo desempenho escolar, alta probabilidade de comportamentos antissociais e de uso de álcool e drogas.

COMANDANTES – 35% da população

“Não se importam com o que os filhos precisam, mas do que eles precisam dos filhos: obediência! Seguem o papel de generais e não pais, com regras rígidas e absolutas para tudo e todos”, exemplifica Lidia. Orgulham-se de que os filhos têm medo deles e usam freqüentemente tapas, gritos e surtos de comando para estabelecer a ordem ou ganhar uma discussão.
Pontos fortes: são presentes na vida dos filhos, mesmo que de maneira traumatizante.
Pontos fracos: não apresentam respostas afetivas e acham que carinhos e elogios demasiados estragam as crianças que devem “ter o caráter firme”.
Conclusão: geralmente, filhos de pais com esse perfil são obedientes, mas podem ter um desempenho profissional médio, já que sentem que tudo na vida é cobrança. Alguns podem ser submissos, pouco criativos e rebeldes devido a traumas passados na infância.

OMISSOS – 15% da população
São pais simplesmente porque geraram o filho, não se importam com o que eles precisam e, normalmente, são pessoas de rotina muito extenuante de trabalho e desconhecem o cotidiano de uma casa. Segundo a psicóloga, a frase favorita desse tipo de pai é: “agora não filho, estou ocupado”.
Pontos fortes: preenchem a vida dos filhos com cuidados dados por terceiros como babás e professores, e, de alguma forma, mantém sua existência notada pelos filhos, mesmo que de maneira errada.
Pontos fracos: não estão presentes, não se mostram emocionalmente envolvidos com os filhos, não educam, não participam, só vivem para o trabalho e/ou outras atividades.
Conclusão: “Os filhos não se sentem amados nem aprendem regras sobre o mundo, isso acarreta baixa autoestima, baixo desempenho escolar, comportamento pessimista, problemas de ansiedade e depressão e altíssima probabilidade de comportamentos antissociais e de uso de álcool e drogas”, alerta a psicóloga.

Presentes

Para Lidia, pais presentes são aqueles que mais acompanham e aprendem com os filhos o verdadeiro significado do amor. Ela elenca abaixo os cinco acertos dos pais presentes:

  1. Usam carinho e participação ilimitados
  2. São coerentes e consistentes
  3. Definem regras e limites
  4. Treinam técnicas de autocontrole
  5. Amam os filhos pelo que eles são

Os pais, segundo eles mesmos

O empresário Yasser Yusuf, pai de Livia, de 8 anos, diz que é um pai presente. “Eu sempre sonhei em ser pai e sempre quis ter uma filha, uma menina doce que eu pudesse pegar no colo e cuidar. Hoje, mesmo separado, sinto constante necessidade de estar próximo a Livia, por isso a vejo diariamente. Estar sem ela é como estar faltando parte de mim; ela me completa, me fortalece e faz de mim um homem melhor. Ser pai é melhor do que eu imaginava, eu amo a companhia da minha filha. Viajamos, passeamos e fazemos muitas coisas juntos!”, revela.

O jovem papai - ganhou a Catarina há alguns dias apenas - é o maior exemplo de pai presente em situações de puro estresse. “Mesmo com ela chorando porque quer mamar ou trocar a fralda, ele não se abala. Aprendeu a fazer tudo, quer saber o porquê disso ou daquilo e se interessa. Percebo que ele será um pai presente, que realmente não se omite”, diz a mamãe Ayla Meireles, sobre o maridão Gustavo. “Fiz questão de dar o primeiro banho, troco fraldas e me gabo por já saber identificar os tipos de chorinhos”, diz ele. O empresário lê todo material que encontra sobre bebês e confessa que só não consegue ficar acordado de madrugada porque está ajudando a manter a empresa de comunicação que o casal divide. “Não consigo lutar muito contra o sono, mas já aconteceu de precisar atender a Catarina mesmo morrendo de cansado. Mas essa é a melhor sensação do mundo”, diz o paizão coruja.

Silmar Batista é assessor de imprensa e tem uma rotina muito atribulada, que foi mudada com a chegada do Felipe, hoje com um ano e quatro meses. “Me considero um pai muito presente, que tenta estar junto sempre que pode: pego na escolinha, dou banho, brinco (de pega-pega, de bola, de carrinho), faço dormir. Mas acredito que às vezes preciso ser comandante também. Impor limites, chamar a atenção e explicar por que não pode colocar a mão na lata de lixo ou brincar com faca, por exemplo. Ser pai é ter um amor diferente de tudo o que você já experimentou na vida. Depois que o Felipe nasceu, passei a entender por que as pessoas querem fazer o impossível por seus filhos”, diz.

O hairstylist Robson Trindade é um exemplo de pai de outra geração: pai e avô. “Eu tive filhos cedo e por isso a nossa relação é mais de amigos do que de pais e filhos, porque fazemos tudo juntos. Já com os meus netos eu gosto de conversar, dar risada, passear, ir à missa, fazer festinhas para eles. Eu acho que os pais têm a obrigação de educar os filhos e os avôs de se divertirem com os netos. Eu tenho quatro filhos, cinco netos e em setembro serei avô mais uma vez. Ser pai e ser avô é ótimo e me faz mais feliz”.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Um em cada três professores de escolas públicas da PB narra agressões entre alunos

http://www.portalcorreio.com.br/noticias/matLer.asp?newsId=145229

Quarta, 4 de Agosto de 2010 – 15h27

Algazarras, indisciplina, rebeldia e vandalismo são comportamentos cada vez mais comuns, nas escolas públicas de João Pessoa e de outros municípios do Estado.

De acordo com o Censo dos Profissionais do Magistério da Educação Básica, publicado em 2006 pelo Ministério da Educação (MEC), um em cada três professores da rede pública de ensino da Paraíba disse que as agressões físicas entre alunos fazem parte do cotidiano escolar. Na rede particular, o problema foi relatado por 28% dos docentes.

A situação levou o Ministério Público da Paraíba (MPPB) a recomendar às Secretarias de Educação do Estado da Paraíba e do Município de João Pessoa a adoção de medidas para garantir que a direção e os conselhos escolares apliquem, efetivamente, os regimentos internos das escolas da rede pública da Capital.

O objetivo é garantir a punição e combater a indisciplina e a violência que vêm sendo praticadas por alunos dentro e fora das salas de aula.

Violência endêmica

A violência na escola não é de hoje. Em 2008, alguns casos ganharam repercussão em todo o Estado. Em Campina Grande, por exemplo, um estudante deu um soco em um professor. Em Sumé, um aluno esfaqueou um colega. Na Capital, uma aluna da escola municipal Hugo Moura ameaçou agredir um professor e foi suspensa.

Para especialistas, um dos maiores entraves para o enfrentamento do problema é a omissão de muitos diretores e professores. A pesquisa “Cotidiano das escolas: entre violências”, realizada em algumas Capitais do Brasil e publicada pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento da Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), por exemplo, apontou que os conflitos que predominam nas escolas não são acidentais, mas repetitivos e endêmicos e que é comum que as instituições neguem a situação e se omitam.

Omissão

A omissão de muitas escolas em relação à aplicação das penalidades previstas em seus Regimentos Internos acaba por colaborar com a sensação de impunidade e agrava o clima de medo entre professores e alunos.

De acordo com a promotora de Justiça de Defesa da Educação da Capital, Fabiana Lobo, muitos diretores e Conselhos Escolares das escolas públicas da Capital não comunicam os problemas relacionados à violência às autoridades competentes, como os Conselhos Tutelares, a Delegacia da Infância e o próprio Ministério Público, por exemplo.

Por conta disso, o MPPB recomendou às Secretarias de Educação que também sejam adotadas as medidas necessárias para que as escolas públicas de João Pessoa comuniquem, obrigatoriamente, sob pena de omissão, à autoridade competente os crimes (no caso de adultos) ou os atos infracionais (no caso de adolescentes) praticados no ambiente escolar, sobretudo os crimes e atos infracionais praticados contra o patrimônio público da escola.

“Todos os alunos têm direito a um ambiente escolar saudável. A recomendação feita às Secretarias de Educação é mais um instrumento para ajudar professores e diretores”, explicou a promotora.

Da Ascom do MPPB

30% de professores do estado já sofreram agressão

http://www.jornalvitrine.com/exibenoticia.php?id=5262

Policial

Cerca de 30% dos professores da rede pública estadual já foram agredidos, física e verbalmente, por alunos dentro e fora das salas de aulas, de acordo com dados da Associação dos Professores de Licenciatura Plena da Paraíba (APLP-PB). Os casos de violência nas escolas públicas e privadas envolvem ainda casos de estudantes que se voltam contra os próprios colegas, em atitudes explícitas de bullying. Somente o Conselho Tutelar Norte de João Pessoa já registrou mais de 20 denúncias nos últimos dois meses. De acordo com dados do Departamento de Estatística do Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop), nos últimos dois anos foram registrados 1.094 casos de violência nas escolas.

De acordo com os dados fornecidos pela coordenadora do Departamento de Estatística do Ciop, major Valtânia Ferreira, dos anos de 2008 e 2009, a violência se concentra em apenas 5,83% do Estado, ou seja, em 13 municípios. Destaque para os casos de uso de drogas nas escolas que saltou de 8 ocorrências, em 2008, para 16 em 2009. Um aumento de 100%. Os casos de porte ilegal de arma também aumentaram. No ano passado foram três casos, um a mais que em 2008.

Os municípios onde foram registrados casos de violência nos últimos dois anos foram João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Cabedelo, Conde, Fagundes, Guarabira, Queimadas, Campina Grande, Patos, Sousa, Cajazeiras e Lagoa de Roça. A maior parte das ocorrências se passaram na região metropolitana de João Pessoa. A major Valtânia Ferreira da Silva explicou que nem todos os casos confirmados por uma equipe policial se tornam procedimentos porque nem todas as vítimas registram queixa policial.

Ministério Público também registra queixas
As promotorias da Educação e da Infância e Juventude também registram queixas da mesma situação, mas só entram no caso quando a situação ultrapassa os muros da unidade. A promotora da Infância e Juventude da Capital, Soraya Escorel, revelou que atende uma média de três casos de violência dentro das escolas por mês.

Ela acredita que o baixo número de denúncias esteja relacionado ao acobertamento de muitos casos pela própria direção da escola e famílias dos envolvidos, principalmente quando os atos ocorrem em unidades particulares. “A violência escolar está em todas as unidades, independente da classe sócio-econômica do aluno, o que acontece é que na escola particular, o caso é abafado, para não gerar burburinho negativo contra os envolvidos”, explicou.

Segundo o secretário geral da APLP-PB, Fernando Lira, as principais causas da violência dentro das escolas é a desestruturação familiar que acompanha o histórico dos estudantes, independente das condições financeiras de cada um. “Muitos alunos já vêm estressados de casa e acabam descontando isso nos colegas, nos professores, funcionários, enfim, em quem encontra pela frente. A falta de amor, de carinho e atenção pode gerar revolta e agressividade, que é externada de forma negativa, através de palavras e ações violentas, que humilham e maltratam as pessoas”, falou.

A Promotoria da Educação de João Pessoa, criada recentemente, também recebe denúncias de casos de violência envolvendo crianças e adolescentes dentro do âmbito escolar. Segundo a promotora, Fabiana Lobo, além das ações de bullying, há ainda relatos de vandalismo contra o patrimônio das escolas, que ocorre principalmente na rede pública. “As escolas devem trabalhar essa conscientização e orientação dos alunos, envolvendo também os pais e responsáveis, para que o foco do problema seja encontrado e solucionado da melhor forma”, explicou.

Atividades educativas
As principais queixas recebidas pelos conselhos tutelares são relacionadas a agressões físicas e verbais, características de bullying, entre alunos ou de atos violentos destes contra professores. Segundo o conselheiro tutelar da Região Norte, Elielton Lima, para combater esse tipo de ação, as escolas devem trabalhar o incentivo à cultura de paz, através de atividades escolares temáticas. Para o conselheiro da Região Mangabeira, Vinícius Fernandes, as escolas devem intensificar as ações educativas para evitar a ocorrência de novos casos.
“Quando somos contatados

por estas escolas, procuramos entender o que leva os alunos a agirem de forma tão violenta contra colegas e professores, que são os principais alvos das agressões e, a partir disso, discutimos isso com todos os envolvidos. Realizamos palestras para os alunos, explicando as conseqüências de atos violentos e procuramos incutir na mentalidade destes que agir com violência não resolve nada. Este mês, já visitamos 10 unidades na Capital”, disse Elielton.

Para Vinícius, as escolas podem solicitar visitas e palestras aos conselhos tutelares, em situações de risco como casos de violência. Ele pede que as diretorias das escolas realizem atividades preventivas entre seus alunos, com ações dentro e fora de sala de aula, para reforçar a criação de uma cultura de paz. “Muitos estudantes agem de forma agressiva na escola por conflitos dentro de casa, que podem ser solucionados se os pais iniciarem a prevenção em casa, através de um diálogo franco e amoroso”, falou.

Segundo a conselheira tutelar da Região Sudeste, Sandra Rodrigues, normalmente, as escolas pedem a presença da equipe do Conselho Tutelar para palestras de conscientização, em uma ação mais preventiva. Ela não soube precisar a quantidade de denúncias recebidas, mas disse que os atos mais graves são encaminhados para o Ministério Público da Paraíba (MPPB).

Audiência com SEEC
O presidente do Sindicato dos Professores da Rede Pública da Paraíba, Antônio Arruda, disse que a entidade já solicitou a realização de uma audiência com o secretário Sales Gaudêncio, para discutir a questão da violência nas escolas. Ele falou ainda que há muitos casos graves ocorrendo em todo o Estado, mas que a maioria não é denunciada porque os próprios professores têm medo. Ele citou o caso de um aluno que atirou contra um educador dentro de sala de aula em Campina Grande e da professora de uma escola particular de João Pessoa que foi ameaçada com um tênis.

“Muitas vezes, os professores têm medo de denunciarem os casos e sofrerem represálias dos estudantes agressores, na rede pública. Se o caso é na rede privada, o medo é de perder o emprego. Já recebemos o caso de um aluno que tirou o tênis em sala de aula e ameaçou jogar na cabeça da professora, que não denunciou por medo de perder o emprego, já que o menino era filho de pessoas influentes. Sem contar os casos de violência emocional contra os colegas mais frágeis, atitudes de bullying que comprometem o desenvolvimento escolar da vítima. Protocolamos um pedido de audiência com o secretário de Educação na semana passada e estamos aguardando essa reunião”, falou Antônio.

Alessandra Bernardo e Marcelo Rodrigo

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Apore empossa diretoria e homenageia Clemilde Pereira

http://messinapalmeira.blogspot.com/2010/08/apore-empossa-diretoria-e-homenageia.html

A Associação Paraibana dos Oficiais da Reserva R/2 do Exército (Apore) realizou solenidade para dar posse à nova diretoria, fazer a entrega da Medalha do Esquadrão Tenente Vaz e do título Amigo da Apore. O evento, que aconteceu na última terça, no Arquivo Afonso Pereira, em João Pessoa, foi iniciado com todos entoando o hino nacional, acompanhados da banda do quartel do 15º batalhão de infantaria motorizada.
A abertura da solenidade foi feita pela arquivista e diretora do Arquivo Afonso Pereira, Clemilde Torres Pereira. “O Arquivo sente-se honrado com tão significativas presenças e por acolher a Apore numa solenidade bonita e aguardada por todos”, falou Clemilde Pereira. Em seguida, aconteceu a solenidade de posse do presidente da Apore, o 1º tenente R2 Hamilton Madruga Espínola e do vice-presidente, o 2º tenente R2 João Lopes de Araújo. “Nossa diretoria tem o coração verde oliva e muitas de nossas metas já foram alcançadas. Nosso próximo projeto é capacitarmos um pelotão com cerca de 20 homens, preparado para atuar junto com a Defesa Civil nos momentos difíceis de nossa sociedade”, afirmou Madruga, em seu pronunciamento.
Logo após as entregas das homenagens, a banda do quartel entoou a Canção da Infantaria, em homenagem à memória do tenente R2 de infantaria Afonso Pereira, declarado aspirante a oficial na primeira turma do Núcleo Preparatório de Oficiais da Reserva do 15BIMtz, em 1944. Ao final, um coquetel marcou a confraternização entre oficias do Exército, Polícia Militar do Estado e convidados.

Honrarias da Apore

Além da professora Clemilde Pereira,
primeira mulher a receber o diploma Amigo da Apore, também receberam a honraria: o general de divisão Vicente Gonçalves Magalhães, os coronéis Antônio Almério Ferreira, Wagner Silveira, Antônio Carlos Cid e Jarlon Cabral Fagundes, o tenente coronel Umberto Ramos e o capitão José Cláudio Alves da Costa.

Já a Ordem dos Cavaleiros do Esquadrão Tenente Vaz concedeu a medalha homônima aos tenentes Fernando Gondim Ribeiro, Marcelo Fernandes Farias, Luiz Carlos Dias Pedrosa e Marcelino Coutinho Lira.

CENAPET DISCURSA NO FINAL DA PALESTRA DO MINISTRO FERNANDO HADDAD E ENTREGA MOÇÃO DE REPÚDIO

http://petbrasil08.blogspot.com/2010/07/cenapet-discursa-no-final-da-palestra.html
sexta-feira, 30 de julho de 2010

O Ministro Fernando Haddad ouviu a Moção de Repúdio (que está
reproduzida abaixo) lida pelo tutor Marcelino Pequeno, representando a
nova Diretoria eleita da CENAPET (durante o XV ENAPET), e em nome de
seu presidente, Alvaro Ayala, e de toda comunidade petiana.
O Ministro confessou que aperfeiçoará as Portarias que assinou, e que
ouviu precedentemente o FORGRAD e o FOREST (sic) [mas é o
FORPROEXT...], mas não a CENAPET.
Comprometeu-se publicamente a receber já na próxima semana a CENAPET
em Brasília [ele próprio, Ministro!] para discutir o que tanto expôs o
Ministro no âmbito nacional e internaciona [vide site "Suppression of
Dissents" do Prof. Brian Martin].
Eis a Moção:
Exmo Sr Ministro Fernando Haddad

Com o aval dos 1400 petianos reunidos no XV ENAPET em Natal e ainda
como representante dos mais 4500 petianos que compõem o programa,
viemos entregar-lhe este abaixo assinado solicitando a revogação das
portarias 975 e 976 recem-assinadas por Vossa Excelência, que
regulamentam o PET.
Entendemos que tais portarias trazem profundas mudanças ao programa e
que pode levar ate inclusive a sua extinção. Lamentamos sobretudo a
forma como tais portarias nos foram impostas, sem nenhuma negociação
prévia com ninguém que compõe o programa, nem com sua representação, e
muito menos, diretamente com os 1400 petianos aqui reunidos. Todos
foram tomados de surpresa com a publicação no DOU destas portarias no
dia 28 de julho. O MEC teve a oportunidade de ouro de fazer a
negociação uma vez que o Coordenador do PET na SESu, prof. Murilo
Camargo, participou da SBPC representando a secretaria Maria Paula
Dallari, e, embora esperado pela organização, não compareceu ao XV
ENAPET.
O interessante é que o Programa de Educação Tutorial (PET) tem como
uma de suas diretrizes a abolição do autoritarismo na educação, por
ser sabidamente antipedagógico. E agora fomos vitimas de uma atitude
autoritária, autoritária por se negar ao dialogo, autoritária por não
ter sido negociada com quem faz o programa: os mais de 400 professores
tutores e os mais de 4.000 alunos petianos.
Queremos comunicar ainda que o programa PET tem uma nova representação
democraticamente eleita durante o ENAPET, e que por ironia, a se
concretizar a letra das portarias, já está automicamente destituída
pois todos seus membros tutores têm mais de seis anos de programa. De
repente, experiência virou anátema no PET. Que programa consegue
sobreviver desligando abruptamente todos os seus membros que trazem a
história e a experiência do Programa. A secretária da SESu Maria Paula
Dallari não tem mais do que dois anos no cargo, e quer trazer mudanças
que impactam radicalmente a um programa que tem mais de 30 anos de
sucesso. Um programa que já quis ser extinto no não muito longínquo
ano de 1999 quando o governo era do PSDB e o ministro era o Paulo
Renato. O programa não foi extinto justamente devido a resistência
destes tutores que travaram uma luta sem tregua no Congresso Nacional.
Pois são estes mesmos tutores, senhor ministro, estes que ficaram
quatro anos trabalhando sem receber bolsa de 2000 a 2003, são estes,
que agora a sua Portaria os demite sumariamente, ou que já os demitiu,
pois sua data é de 27 de julho.
Quando pedimos a revogação da Portaria não é por ser contrários a ela
em sua totalidade, reconhecemos vários pontos de avanços, mas por
entendermos que para ela ser modificada necessite ser revogada.
Gostaríamos que ela fosse modificada e substituída por uma outra
construída na negociação, no dialogo e no acordo entre a SESu e a
representação do PET, a CENAPET, que agora tem uma diretoria
recém-eleita. Não consideramos nenhum ponto das Portarias como
inegociável, todos estão sujeitos a negociação e ao melhoramento, esta
é a postura de quem está realmente disposto a negociar, e esta é a
postura que nova direção da CENAPET quer marcar sua trajetória.
Precisamos de uma Portaria não a despeito dos petianos, mas para os
petianos e que contribua para a qualidade da educação tutorial, esta é
a razão última do PET, razão compartilhada, temos certeza, por nós que
compomos o PET e também por Vossa Excelência, ministro da educação e
ex-tutor.
Postado por PET BRASIL às 20:42

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Manifestação dos petianos no ENAPET contra a Portaria imposta pelo MEC/SESu
http://www.youtube.com/watch?v=bbfxP7mRKtA

Assembleia da SBPC - Ponto: moção sobre a portaria do MEC/SESu
http://www.youtube.com/watch?v=Crq35JJ8vJ0